habilidades em escala

Competências e engajamento: o desafio da construção de habilidades em escala

Como desenvolver competências e habilidades neste mundo sem tempo, e com vários estímulos que competem com a aprendizagem

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Imagem: Marcus Souza

Como desenvolver competências e habilidades neste mundo sem tempo, e com vários estímulos que competem com a aprendizagem

Apesar do enorme progresso feito no aprendizado corporativo, a construção de habilidades e competências em escala é um desafio atual. Esse cenário em que os líderes de RH e executivos de aprendizagem precisam e querem ensinar coincide com o de precisar e querer aprender do outro lado.

Estes dois pontos encontram-se em um tempo e espaço onde habilidades e competências novas são necessárias.

Os recursos que cada funcionário precisa para ter um bom desempenho e para cumprir as demandas do universo dos negócios estão em constante mudança. No ângulo dos líderes responsáveis por manter os colaboradores preparados, a boa notícia é que a constante aprendizagem é um dos três principais motivos e alavancadores de engajamento para todos os níveis e idades dentro de uma organização:

Enquanto isso, os resultados de engajamento não são como o esperado pelo investimento feito em plataformas LMS, LXP e outros tipos de treinamentos direcionados para Aprendizagem e Desenvolvimento.

A abordagem tradicional da academia corporativa está diminuindo em uso e em eficácia.

 

Como podemos desenvolver competências neste mundo sem tempo, e com vários estímulos que competem com a aprendizagem?

Embora o mundo digital tenha evoluído muito, quando falamos sobre aprendizagem é fundamental compreendermos a estrutura cerebral que temos há milhares de anos.

Para começar, os primeiros movimentos e aprendizados de cada ser humano são funções do sistema reptiliano, herdado dos nossos antepassados. É uma pequena parte que ganhamos dos répteis, a qual é responsável por movimento, decisões rápidas e ações.

Não há processo de aprendizagem de competências sem estimular este nosso lado e esta parte do cérebro.

Digo isso pelo fato de que para aprender é preciso estar engajado, e é necessário estimular o nosso Cérebro Reptiliano para não dificultarmos nosso engajamento com aquilo que estamos aprendendo. Nosso réptil interior bloqueia as coisas sem percebemos o tempo todo, é o primeiro guardião que filtra as informações que chegam para nós.

Literalmente, agradar o ‘lado réptil’ que existe em você é importantíssimo para que as informações atinjam outros locais e possam se estabelecer.

Mas como faço isto?

 

Como estimular o Sistema Reptiliano?

Com desafios que nos convidam a tomar decisões, com rankings e missões a serem cumpridas em diferentes formatos, com limitações de tempo nas respostas e, principalmente, com convites para ações e aplicação no dia a dia de trabalho.

Nosso réptil interior não se engaja se a coisa for muito teórica. ‘Veja um vídeo e depois responda a uma questão’ é um formato que não funciona. Ele precisa de ação e participação para ser estimulado.

Agora que ultrapassamos esta primeira fase, também precisamos estimular nosso cérebro límbico. Este é o nosso cérebro emocional, que corresponde a 75% de nosso sistema nervoso central!

Mas como faço isto?

 

Como estimular o Sistema Límbico?

Para alimentar a nossa emoção é preciso criar formas de aprendizagens que sejam emocionantes (claro), divertidas, com músicas, onde aconteça troca entre os participantes (multiplayer).

Outro fator essencial é proporcionar momentos onde a pessoa naquela jornada possa parar e sair um pouco da trilha de aprendizagem para viver outro desafio. Aqui entra um refresco, uma diversão, um game, por exemplo, para depois retomar a trilha de aprendizado dos conteúdos.

Desta forma, trazendo a equipe para aprender em conjunto, trocando informações e cooperando, conseguimos criar este ambiente onde nosso mamífero interior fica satisfeito e deixa a informação passar para o neocórtex: nossa cidade de neurônios onde as informações serão armazenadas.

Por fim, para que realmente possamos juntar esta informação com outras que já possuímos em nossa memória, a proposta precisa fazer sentido para nossa realidade naquele momento, para o trabalho que estamos realizando ou desafio que estamos enfrentando no presente.

Com este entendimento dos 3 cérebros, temos nosso réptil, nosso mamífero e nosso primata interior satisfeitos e livres para aprenderem novas competências e poderem aplicá-las de imediato.


O que você achou da nossa jornada e como pode aplicar estas ideias no seu desafio de aprendizagem hoje? Conta aqui nos comentários ou pela nossa página de contato!


* Fernando Seacero é CEO e fundador da i9Ação – empresa pioneira no desenvolvimento plataformas gamificadas para educação corporativa.

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