TrabalhoAo entrar no mercado de trabalho, tenho certeza que não foi só minha a busca por uma forma de manter, ao menos, um pouco da sensação de criatividade e liberdade. Alguns encontraram!

Um dia, ainda na época de universidade, um amigo meu escreveu uma carta para si mesmo. A carta era uma despedida, da vida e da liberdade vivida até ali, para entrar (como ele definiu) no “mundo dos homens sérios, onde nosso pescoço é preso por uma gravata e nossas ideias limitadas por sua patente”.

A partir destas inquietações, iniciei meus estudos no último ano universitário sobre memória, desenvolvimento humano, engajamento e prazer no trabalho. E, após alguns anos de experiência de trabalho, percebi que a necessidade de metodologias e estratégias para facilitar o engajamento e a felicidade, em diferentes posições e funções nas organizações, era uma grande oportunidade.

Ainda hoje, por exemplo, institutos como o Engagement Group e o Gartner nos mostram uma dura realidade sobre a participação criativa das pessoas nas empresas de todo mundo. Apenas para começar a entender esse cenário, podemos citar alguns dados interessantes:

35% dos mais de 50.000 profissionais estudados pelo Engagement Group no ocidente, dizem que preferem ter seu chefe direto demitido do que ter um aumento de salário ou promoção na carreira! Imaginem só: “podem demitir meu chefe e não preciso de mais nada”.

35% dos mais de 50.000 profissionais estudados pelo Engagement Group no ocidente, dizem que preferem ter seu chefe direto demitido do que ter um aumento de salário ou promoção na carreira! Imaginem só: “podem demitir meu chefe e não preciso de mais nada”.

 

Se sua empresa fosse um barco com 10 tripulantes, 5 estariam olhando a paisagem, 3 estariam remando a favor do barco e 2 estariam tentando fazer seu barco afundar!

Se sua empresa fosse um barco com 10 tripulantes, 5 estariam olhando a paisagem, 3 estariam remando a favor do barco e 2 estariam tentando fazer seu barco afundar!

 

Líderes pouco engajados aumentam a probabilidade de geração de aumento de turnover em suas equipes e equipes próximas. Seu time é 4 vezes mais propenso ao fracasso do que uma equipe com um líder inspirador.

Líderes pouco engajados aumentam a probabilidade de geração de aumento de turnover em suas equipes e equipes próximas. Seu time é 4 vezes mais propenso ao fracasso do que uma equipe com um líder inspirador.

Estes, podemos pensar, são apenas alguns dados de uma análise. O problema é que estas condições, na verdade, se repetem anualmente quando assunto é o engajamento mundial. Enquanto isso, os principais pontos de inspiração das pessoas no mundo corporativo são:

1 – Comunicação fluida – Todos querem poder comunicar-se e trazer suas ideias para a organização;

2 – Liderança Inspiradora – As pessoas desejam líderes íntegros e que possam realmente serem inspirações para seus desenvolvimento e trabalho.

3 – Aprendizagem e evolução constantes – Sim, todos desejam e querem perceber claramente que estão evoluindo e aprendendo. É mais ou menos assim: se não estou aprendendo, busco outro lugar.

Estes elementos são simplesmente os que mais carecem de ser vivenciados pelos colaboradores. Quando falamos da intensidade das demandas de nosso dia a dia de trabalho, pode ficar encoberto o equilíbrio entre volume de trabalho e harmonia com os outros elementos que compõem nossa vida.

A descoberta

Uma noite, alguns amigos e eu jogamos – por mais de 8 horas – um game de zumbis, com cartas. Não vimos o tempo e o crash do servidor passar! Que estranho! As horas voavam, as pessoas não pareciam se preocupar e, ao mesmo tempo, muitas coisas eram feitas.

O que aconteceu naquele dia é o que os pesquisadores e a Gamificação chamam de flow – o oposto daquela sensação de “caramba o ponteiro do relógio parece que não se mexeu nas últimas duas horas”. Posso dizer que esta sensação, de flow, é aquilo que todos que trabalham com Games para corporações e gamificação buscam.

TrabalhoPouco tempo depois, a gamificação

Hoje, em minha empresa de gamificação, a i9Ação, o que nos toca para desenvolvermos jogos, antes de tudo, é a possibilidade que um game bem desenvolvido traz de conexão entre pessoas, ideias, propósito e a estratégia da organização.

É a partir de diálogos mais sinceros e corajosos (que se estabelecem dentro dos games nas empresas) que conseguimos, de fato, utilizar a potência que as redes de pessoas dentro de uma organização podem oferecer. Com trocas de informações, alinhamentos e aprendizados conjuntos, ampliamos as possibilidades de inovação e a empresa passa a ser um local em que as pessoas podem encontrar sentido no seu trabalho.

Este sentido não é só aquilo que melhora os índices de engajamento de sua organização, mas também o que conecta as pessoas ao seu propósito, afinal de contas estamos vivos e todos querem, de uma forma ou de outra, ser felizes.

Por Fernando Seacero, sócio-fundador da i9Ação.


Convidamos vocês, então, para uma viajem, onde podemos contar um pouco sobre o que deu certo, o que não deu certo, e como as organizações com que trabalhamos adotaram com a gamificação. Continue acompanhando nosso blog!

Leave a Comment