A reportagem da Revista Locaweb deste mês ouviu especialistas e traz experiências de empresas que adotaram a gamificação como recurso para tornar a aprendizagem corporativa mais eficiente

Entender o potencial da gamificação para otimizar processos e resolver problemas de todos os setores da empresa. Este é o tema da matéria publicada na Revista Locaweb (edição nº 109). Entre os especialistas em gamificação e fontes de empresas que adotaram esse formato, a reportagem ouviu o neuropsicólogo e desenvolvedor de games Fernando Seacero, fundador da i9Ação, que trabalha com aprendizagem de adultos, engajamento e gamificação há 20 anos.



Tecnologias ajudam a enxergar o Engajamento

Imagem: Marcus Souza

 

Por Fernando Seacero*

Com o passar dos meses de atividades corporativas prioritariamente on-line, os gestores de RH estão descobrindo na prática que um bom onboarding não pode se limitar a um vídeo de boas-vindas e uma sequência de aulas ou apresentações gravadas. Os reflexos dessa situação já mostram que este formato impossibilita um ponto crucial do processo: que seu departamento consiga enxergar de fato a pessoa, entender como ela está indo e qual o seu desempenho.

Como as empresas exigem cada vez mais agilidade e efetividade no processo de integração de novos colaboradores, é imprescindível que o RH consiga acompanhar de perto e em tempo real a evolução de cada pessoa no fluxo de treinamentos. Se não enxerga, a probabilidade de o novo integrante se perder é muito grande.



3 potencializadores da aprendizagem

Imagem: Marcus Souza

Por Fernando Seacero*

Com a pandemia que vivemos hoje, a humanidade se depara com desafios complexos, principalmente na área da saúde, mas também em outras, como educação e aprendizagem. Enquanto a crise traz a oportunidade de rever o modelo de vida adotado e como nossas escolhas impactam o planeta e todos os seres que aqui habitam, a busca por soluções é alavancada em todos os setores de nossas vidas

No âmbito corporativo, existe hoje uma grande necessidade de tornar mais eficaz o canal de comunicação, aprendizagem e engajamento entre departamentos e colaboradores. A digitalização às pressas mostrou a necessidade de utilizar as melhores metodologias e ferramentas nos treinamentos, mas, mesmo antes da pandemia, a aprendizagem exclusivamente presencial em sala de aula e os EADs tradicionais já se mostravam ineficazes.

Então, como adequar a aprendizagem para que os colaboradores consigam aprender mais e melhor?

Hoje em dia, ninguém pode menosprezar o tempo, a capacidade e as decisões. É preciso ir atrás daquilo que é importante para você, para a empresa, para o colaborador.

Diante dos desafios citados, conheça três formas de potencializar e acelerar a aprendizagem, válidas para você conhecer e aplicar como indivíduo, ou para melhorar os treinamentos nas empresas.



criar uma Academia Digital de Vendas

Imagem: Marcus Souza

Treinamentos para formação ou atualização de vendedores como uma Academia Digital de Vendas precisam engajar para serem eficientes, funcionarem por mais tempo e, realmente, impactarem os resultados. Hoje, muitas empresas ainda erram ao entregar um formato em que o participante tem acesso a muito conteúdo e pouca interatividade. O aprendizado é sério, mas tem que ser divertido.

Vendedores não têm tempo para complicação nem paciência para conteúdo chato. Por isso, os treinamentos são muito mais atraentes quando envolvem facilidade e agilidade, ou seja, o conteúdo deve estar na palma da mão, ser divertido e instigante, rápido e fácil. Além disso, a ferramenta utilizada precisa ser intuitiva e se tiver uma interface similar à das redes sociais será ainda mais atraente e gostosa de usar.

Plataformas gamificadas e digitais já são desenvolvidas pensando nesse desafio, elas podem ser como um aplicativo para celular totalmente personalizado com a marca e conteúdo da empresa, por exemplo. Portanto, o mais indicado é que a equipe tenha acesso pelo tablet ou smartphone, o que é essencial para uma função que atua em mobilidade: enquanto aguarda uma reunião, usa alguns minutos para “jogar” no App.

Para esse público é melhor evitar o desenvolvimento de treinamentos que precisam ser realizados em um computador.

 

A facilidade de gestão da ferramenta



Imagem: Marcus Souza

Por Fernando Seacero*

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Um onboarding eficiente sempre foi um desafio para as empresas, principalmente nos últimos anos, com a chegada das novas gerações aos postos de trabalho. Hoje, com a pandemia, acabaram-se ou transformaram-se as integrações, visitas guiadas às unidades fabris ou escritórios, encontros de confraternização entre novatos e veteranos.

Por outro lado, oferecer uma experiência fria e monótona – como as conference calls de horas – é uma tortura para os colaboradores (que recebem e são recebidos), com a certeza de que pouco do conteúdo é absorvido.

Quando a empresa conduz um processo passivo de integração dessa forma, ela perde o engajamento e a atenção das pessoas. Segundo Carmine Gallo, autor de diversos livros sobre a metodologia do TED Talks e storytelling, após 18 minutos de duração, se o tema não for de muito interesse, a mente da pessoa se desconecta do aprendizado. Em poucos minutos, a mente passa a buscar estímulos alternativos, mas você pode mantê-la atenta por meio de atividades, imagens ou histórias.



: 4 Dicas para fazer da cooperação uma aliada da aceleração da aprendizagem

Imagem: Marcus Souza

 

Por Fernando Seacero

Após todos esses anos convivendo com os MOOCs – Massive Open Online Courses, percebemos que o impacto na aquisição de conhecimento pode ser ainda maior se utilizarmos algumas estratégias para ampliar o engajamento das pessoas na aprendizagem digital

Na grande evolução no que chamamos de aprendizagem digital à distância, o que há dez anos era um privilégio de universidades e grandes corporações, hoje se multiplica no mundo com os MOOCs – Massive Open Online Courses (ou, numa tradução livre, cursos on-line abertos a todos). Os grandes expoentes deste movimento são Coursera, Khan Academy e Udemy, entre outros.

Essas plataformas são revolucionárias e abriram para muitos a possibilidade de acesso a conteúdos apresentados de uma forma muito mais palatável, eficiente e divertida do que seus antecessores. A partir destas experiências, quais as estratégias podem ampliar o engajamento e o poder do ensino por meio digital?

Segundo Niema Moshiri, pesquisador e desenvolvedor de estratégias de aprendizagem on-line da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o conteúdo em si não gera aprendizagem. O que gera a aprendizagem é o envolvimento da pessoa com o conteúdo, após ter o primeiro contato com ele, criando perguntas e dúvidas e relacionando aquelas informações a outros conhecimentos e habilidades que já possui.

Assim, o principal desafio neste campo é transformar a experiência impessoal das plataformas em algo mais personalizado, onde a pessoas possam avançar por si no conhecimento toda vez que encontrarem um “breaking point”, ou seja, o seu ponto de ruptura.



planejar gamificação

A gamificação está ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo, traz resultados incríveis e mensuráveis com a tecnologia. Porém, como planejar um jogo corporativo da forma mais eficiente e profissionalizada? Conheça as dicas de Fernando Seacero, fundador da i9Ação

No mês de abril é celebrado o Dia da Educação. A data foi ampliada, sendo chamada também como “Dia do Gamifico” pelo fundador da i9Ação, Fernando Seacero. Afinal, essa ferramenta digital pode agregar — e muito— no aprendizado de adultos pelo diferencial de acelerar a aprendizagem e possibilitar que o conteúdo aprendido fique na memória por mais tempo. O importante é utilizar a gamificação da maneira certa.

Em um estudo da The Elearning Guide, 79% das pessoas afirmam que seriam mais produtivas se aprendessem através de jogos. Para os tempos de quarentena, a gamificação corporativa digital é uma solução que está sendo muito mais procurada do que o mesmo período de 2019 e de 2018, mensura Seacero dentro do balanço da i9Ação.

“Há 18 anos trabalhamos com jogos corporativos para aprendizagem e há 7 anos estamos aplicando a metodologia dos tabuleiros gigantes em plataformas gamificadas para celulares e computadores. Isso foi extremamente relevante para conseguirmos dar o respaldo para nossos clientes nesse momento de isolamento social e Home Office”, descreve.



GamificoPor Fernando Seacero

Se é para o bem de todos e felicidade geral das organizações, afirmo: gamificação para aprendizagem de adultos não é coisa do passado, muito menos está com os dias contados. Ao contrário do que já ouvi por aí por todo esse tempo que gamifico, o volume de utilização da gamificação no mundo só cresce. Em uma pesquisa da The Elearning Guide, 79% das pessoas dizem que seriam mais produtivas e motivadas se aprendessem através de jogos. Enquanto isso, com o avanço da ciência de dados, novas possibilidades surgem para que essa metodologia entregue ainda mais valor às empresas

Apesar da prática e da eficácia virem de longa data, o termo gamificação, em si, foi cunhado somente na década passada, muito por conta do crescimento do mercado mundial de games, principalmente, digitais. Hoje, há mais de um bilhão de jogadores assíduos. Ao avaliar esse fenômeno, estudiosos descobriram que o que mantém as pessoas conectadas não é magia nem só tecnologia, mas os elementos dentro dos jogos, como personagens, rankings, recompensas, missões, histórias etc. Ao transportá-los para o universo corporativo, o que ocorreu por volta de 2010, nasceu a metodologia.

Só que, para gamificar, não basta mais pegar elementos de jogos, digitais ou de tabuleiro, e colocá-los num treinamento tradicional, dando uma roupagem mais atrativa e divertida. Mais do que negócios, estamos falando aqui da gamificação como uma ferramenta de educação, de treinamento e desenvolvimento de pessoas.



Você sabia que a gamificação pode ser utilizada para diversos objetivos na sua empresa? Confira como a Allergan usou duas metodologias gamificadas para melhorar o desempenho do seu time de vendas!

Contornar as objeções do cliente era uma das técnicas de vendas a serem aprimoradas pelo time da unidade brasileira da Allergan, que é a subsidiária número um em vendas na América Latina. Os desafios e aprendizados que viriam para a convenção de vendas da fabricante da indústria farmacêutica não paravam por aí.

Os 182 profissionais da área de vendas e relacionamento com o cliente também deveriam aprofundar seus conhecimentos sobre as 5 áreas de atuação e produtos da empresa: Cool Sculpting, Eye Care Farma, Eye Care Retina, Medical Aesthestics e Specialty Care.

Pensando em melhorar a absorção dos conteúdos e fazer o treinamento de forma lúdica e imersiva, os líderes da Allergan buscaram a i9Ação.

 

Estratégia de gamificação para a Allergan



Fernando Seacero, coordenador do Open Innovation do CONARH, foi entrevistado pelo Crypto ID para falar sobre novas tecnologias em RH. Confira a entrevista com participação também de Sandra Gioffi, diretora do CONARH

Fonte: Crypto ID

Desde que surgiram os primeiros artigos sobre GDPR (General Data Protection Regulation) e LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados -, os grandes interlocutores entre os reguladores e empresários foram os advogados.

O que faz todo o sentido, uma vez que, as penalidades pelas infrações deverão, necessariamente, ocorrer sob litígio, portanto, obrigatoriamente por meio jurídico.