o que é reboarding

Imagem: Marcus Souza

Certamente, você está acostumado com o termo “onboarding”, onde trabalhamos uma série de técnicas para integrar novos colaboradores. Porém, você já ouviu falar e sabe o que é reboarding?

Reboarding é um conceito novo que surgiu com a necessidade das empresas de se adaptarem ao novo cenário complexo que a pandemia desencadeou (principalmente com as adequações do trabalho home office e digitalização).

A ideia é: vamos aproveitar o que estamos elaborando para os novos colaboradores (onboarding) e adaptar para os colaboradores atuais. Assim, é possível mantê-los engajados com a organização e retomar conceitos como: valores, cultura, missão, visão, ética, compliance, dentre outros.

Agora que você já sabe porque o reboarding é a maneira de conectar os colaboradores aos novos tempos, vamos aprender mais sobre o que é reboarding. Venha conferir como ele pode ser uma ótima estratégia para o crescimento e desenvolvimento da sua empresa no mercado. Continue conosco!

 

O que é reboarding e como essa ideia surgiu?

Antigamente, o onboarding funcionava totalmente de forma presencial: a empresa agendava o Dia do Onboarding e, assim, os participantes ficavam de 4 horas a 2 dias em uma sala vendo uma apresentação (interminável) de conteúdos.

Quando os funcionários passam por essa experiência, eles não retêm muitos conhecimentos e, dias depois, provavelmente não se lembram de muitas informações importantes para seu trabalho. 

E o resultado?

O RH e as lideranças são bombardeados por perguntas sobre temas que já foram abordados anteriormente ou, pior, por não querer perguntar, o novo colaborador acaba demorando muito mais tempo para se adaptar na cultura e flow da empresa.



Imagem: Marcus Souza

Por Fernando Seacero*

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Um onboarding eficiente sempre foi um desafio para as empresas, principalmente nos últimos anos, com a chegada das novas gerações aos postos de trabalho. Hoje, com a pandemia, acabaram-se ou transformaram-se as integrações, visitas guiadas às unidades fabris ou escritórios, encontros de confraternização entre novatos e veteranos.

Por outro lado, oferecer uma experiência fria e monótona – como as conference calls de horas – é uma tortura para os colaboradores (que recebem e são recebidos), com a certeza de que pouco do conteúdo é absorvido.

Quando a empresa conduz um processo passivo de integração dessa forma, ela perde o engajamento e a atenção das pessoas. Segundo Carmine Gallo, autor de diversos livros sobre a metodologia do TED Talks e storytelling, após 18 minutos de duração, se o tema não for de muito interesse, a mente da pessoa se desconecta do aprendizado. Em poucos minutos, a mente passa a buscar estímulos alternativos, mas você pode mantê-la atenta por meio de atividades, imagens ou histórias.