BLOG_03_03_2015Ele está com os olhos vidrados na tela do computador enquanto os dedos ágeis controlam os botões, como se a vida dependesse dos movimentos de “aperta, solta, meia lua e chuta”. Essa descrição é de uma criança jogando uma partida de vídeogame, no entanto também tem relação com a vida profissional de um adulto.

Imagine se, para resolvermos os problemas coorporativos, tivéssemos a mesma gana que essa criança ou a mesmo a de um adolescente jogando uma partida de RPG. Visualizou? Então você acaba de conhecer um pouco mais sobre o que a gamificação oferece.


chess

Quem disse que para o aprendizado ser produtivo a metodologia tem que ser tradicional? Pelo contrário, tendências recentes provam que usar técnicas interativas e de entretenimento para difundir conhecimento pode trazer resultados positivos no processo de aprendizagem. São estratégias que usam recursos divertidos para garantir a atenção e a participação das pessoas de forma que a absorção do conteúdo seja (impulsionada para níveis estratosféricos) muito maior.

Por exemplo: já pensou em usar um jogo para treinar e desenvolver as competências dos seus colaboradores? Muitas empresas já aplicam a técnica com sucesso no Brasil e no mundo. São games adaptados ou criados para atingir objetivos específicos de cada negócio, mas que têm em comum garantir que os participantes aprendam determinados conteúdos.

Confira algumas dicas para dar aquele upgrade no treinamento dos seus colaboradores:


geração yHá alguns anos, a geração Y começou a entrar no mercado de trabalho e mudou o perfil do quadro de colaboradores das empresas. Esta é a geração nascida entre os anos 1980 e 2000. São pessoas que priorizam o bem-estar e a liberdade criativa no ambiente de trabalho, que não têm medo de mudar de emprego e que buscam desafios constantes. Para esta geração, a forma de absorver conhecimento é diferente, por isso, devem ser utilizadas metodologias distintas que garantam um aprendizado produtivo.


Desenvolvimento de competêciasO desenvolvimento de competências entre os colaboradores de uma empresa traz resultados positivos tanto para o negócio quanto para o profissional. São processos que trabalham habilidades variadas: liderança, feedback, comunicação, cooperação, proatividade e outras características indispensáveis para quem busca crescer.

Ao ter profissionais completos e melhor capacitados, a empresa ganha em produtividade e em qualidade dos produtos e serviços comercializados. Por isso, é fundamental investir em ideias e sugestões que tornem os treinamentos dos colaboradores mais eficientes e atrativos.

Quanto mais criativo e colaborativo for o processo, melhor é a aprendizagem. Confira algumas dicas para aprimorar o treinamento de competências dos seus colaboradores:

Analise o perfil dos colaboradores

Antes de tudo, é preciso avaliar como são os colaboradores da empresa. Depois, devem ser definidas estratégias que combinem com o perfil de aprendizagem deles. Existem maneiras de tornar as diferentes formas de apresentação de conteúdo mais interessantes. Verifique qual é o melhor método de aprendizado para os seus colaboradores e utilize diferentes recursos (som, imagem e texto) para aprimorar o processo.

Dinâmica da EstrelaCrie sistemas de pontuação e recompensa

Aproveite o treinamento para tirar o colaborador da zona de conforto. É um excelente momento para criar desafios e analisar como cada um se comporta para chegar ao objetivo em questão. O uso de recompensas incentiva ainda mais o engajamento dos participantes. Essa é uma maneira criativa de obter o máximo de atenção do colaborador durante a capacitação de competências.

Promova atividades que simulam situações reais

Demonstrar de que maneira o conhecimento passado durante o treinamento tem valor nas situações cotidianas de trabalho é fundamental para que o colaborador perceba a importância da capacitação. Para isso, utilize metodologias que coloquem os participantes de frente com situações reais, para que eles possam praticar o conhecimento adquirido. Esta também é uma estratégia que aumenta a participação do colaborador durante o processo.

Utilize estratégias divertidas

Existem recursos que ajudam a deixar a capacitação mais interessante para os colaboradores. São elementos visuais, efeitos de som e outras técnicas que proporcionam entretenimento durante o aprendizado e são muito bem-vindas. Para que a capacitação seja uma atividade criativa é preciso sair da metodologia tradicional e investir em estratégias dinâmicas, atrativas e interativas.

Use metodologias que motivem a participação

Case-Mafre-6Aposte em estratégias que convidem o colaborador a interagir com o processo de conhecimento. Quando há a participação ativa, a quantidade de informação absorvida é muito maior. A atividade fica muito mais interessante, produtiva e dinâmica dessa forma.

Invista na gamificação

Esta é uma estratégia que utiliza recursos baseados em games para atividades de engajamento e para incentivar a colaboração dentro do ambiente corporativo. A gamificação usa jogos para atender diferentes objetivos dentro de uma determinada empresa. É uma metodologia que estimula a participação ativa do colaborador, propondo desafios que têm como propósito instruir e treiná-los. Dessa maneira, o colaborador aprende brincando, em um processo criativo, ágil e atrativo.

E você, o que acha das formas dinâmicas e colaborativas para desenvolver competências? Conte para a gente nos comentários!

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gamificação e engajamentoVocê conhece o significado de gamificação? Se sim, provavelmente sabe que esta é uma tendência que conquista cada vez mais empresas porque promove o aumento do engajamento dos colaboradores e dos clientes. Se ainda não sabe o que é, conheça o significado desta estratégia inovadora.

Gamificação (ou gamification) é uma metodologia que utiliza recursos de jogos para promover o engajamento no ambiente corporativo. A estratégia não é necessariamente um jogo de videogame, mas se baseia em seus elementos como pontuação, recompensa, feedback e evolução. Alguns dos objetivos são incentivar a participação e a cooperação de funcionários.

A tendência veio para ficar: até 2018, o mercado de gamificação deve movimentar U$$ 5,5 bilhões pelo mundo. Leia os próximos tópicos para entender o porquê desta estratégia ser um sucesso nos processos de treinamento e desenvolvimento das empresas!


Gamificação e RPGNuma sala, 12 pessoas deixam de ser executivos e se tornam personagens de um jogo. Separados em grupos, eles precisam percorrer um trajeto e chegar até um porto, onde estão os fenícios, e vender a eles suas mercadorias. Para alcançar seus clientes, no entanto, os jogadores precisarão passar por diversos desafios e obstáculos. Longe de ser uma mera brincadeira, a cena acima faz parte do primeiro RPG Corporativo brasileiro (sigla oriunda da expressão inglesa “role-playing game”, que pode ser traduzida como “jogo de interpretação”), o Madru, lançado mês passado pela W2, especializada em comunicação no ambiente de negócios, e pela i9Ação, que desenvolve jogos corporativos. “Esse trabalho é baseado em conceitos de aprendizagem da neurociência, que visa estimular a integração entre os sistemas emocional, racional e motor de nosso sistema nervoso”, afirma Jean Pasteur, sócio da i9ação. “No Madru, agimos, sentimos e pensamos sobre nossas atitudes e comportamentos”, complementa.

Com uma ambientação propícia e com música de fundo, para dar clima à atividade, o Madru, com seus desafios impostos aos participantes, tem por finalidade trabalhar a comunicação dentro da empresa que, de acordo com Pasteur, está baseada em quatro pilares: o autoconhecimento; a comunicação com o outro (uma construção coletiva que objetiva minimizar ruídos comunicacionais); a sinergia entre diferentes áreas (como fazer com que os departamentos conversem entre si); e o ambiente onde tudo acontece (criar, dentro da empresa, um clima ideal para que a comunicação flua de maneira adequada).

De acordo com Fernando Seacero, executivo da i9Ação, o grande segredo desse jogo é a visão sistêmica que ele propicia. Nele, as pessoas passam a compreender a importância da integração entre o indivíduo, seus parceiros de trabalho e a organização. Essa mudança de comportamento permite a melhoria contínua dos processos de comunicação e o cumprimento de metas e resultados. “Essa metodologia propõe que as pessoas saiam do convencional e utilizem outras partes do cérebro, o que lhes garante um aprendizado de longo prazo”, explica.

Para que o nível de apreensão seja alto, os idealizadores apostam na experimentação. “O ser humano só aprende se experimentar, averiguar com seu poder cognitivo que aquilo faz sentido e, então, tomam uma decisão”, afirma Pasteur. A mudança, nesse sentido, é resultado de um trabalho interno e, portanto, mais duradouro. “No jogo, nada é impositivo e ninguém diz ‘é isso ou aquilo’”. Cada um segue o seu caminho da maneira que achar mais adequado. Correndo riscos, vivenciando e, sobretudo, experimentando.

É essa idéia de tela em branco que instiga. É o ser humano em estado bruto, com as surpresas que lhes são peculiares. Para potencializar essa possibilidade do inesperado, os organizadores evitam estabelecer uma relação de oposição entre os grupos participantes. Todos eles precisam chegar ao mesmo lugar. Têm desafios e objetivos em comum. Qualquer semelhança entre os clãs — como são chamados os grupos — e os departamentos de uma corporação não são mera coincidência. “Os participantes acabam escolhendo entre se ajudarem entre si e trilhar seus caminhos sozinhos, como se o sucesso de um só fosse garantido com o fracasso do outro”, diz Pasteur. O julgamento é deles. E são eles que optam pelos caminhos a serem seguidos.

Na moda

Embora o Madru seja o primeiro RPG corporativo no Brasil, os treinamentos que utilizam jogos para transmitir conceitos ou aprimorar conhecimentos já são muito utilizados por aqui. “Só o fato de sair da sala de aula já chama atenção dos participantes; quando o jogo traz simulações do dia-a-dia, por meio da brincadeira, o envolvimento se torna ainda maior”, afirma Pasteur. Mozar De Leone Mauro, assessor de recursos humanos da Sociedade Hospital Samaritano, é responsável pelos treinamentos da companhia e, sempre que possível, recorre aos jogos para capacitar seus colaboradores. “Usamos jogo não porque é divertido, mas porque é assim que o ser humano adulto aprende melhor”, diz.

No hospital, em um ano e três meses foram desenvolvidos cerca de 30 jogos. Mauro defende que esse tipo de treinamento propicia uma reflexão mais acentuada de quem está participando em relação a seu dia-a-dia. Ele ressalta, no entanto, que é preciso muito cuidado na hora de estruturar a dinâmica para que o jogo não se torne mera brincadeira. “Um dos passos mais importantes no planejamento é se cercar de profissionais qualificados que mostrem que cada ação proposta tem um objetivo bem definido”, afirma Mauro.

Um outro fator já prejudicou esse tipo de dinâmica, mas, hoje, ocorre com bem menos freqüência: a desconfiança dos colaboradores. No passado, não era fácil convencer gerentes, diretores e outros profissionais do alto escalão de que um jogo poderia ensinar-lhes algo. “Atualmente, isso quase não acontece porque os executivos já sabem da eficácia desses treinamentos”, afirma Mauro. “Além disso, é um formato com o qual se divertem, o que, muitas vezes, não acontece nos treinamentos convencionais”, finaliza.

Fonte: Canal RH – por Lucas Toyama

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