4 Pontos de atenção ao planejar sua gamificação

A gamificação está ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo, traz resultados incríveis e mensuráveis com a

planejar gamificação

A gamificação está ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo, traz resultados incríveis e mensuráveis com a tecnologia. Porém, como planejar um jogo corporativo da forma mais eficiente e profissionalizada? Conheça as dicas de Fernando Seacero, fundador da i9Ação

No mês de abril é celebrado o Dia da Educação. A data foi ampliada, sendo chamada também como “Dia do Gamifico” pelo fundador da i9Ação, Fernando Seacero. Afinal, essa ferramenta digital pode agregar — e muito— no aprendizado de adultos pelo diferencial de acelerar a aprendizagem e possibilitar que o conteúdo aprendido fique na memória por mais tempo. O importante é utilizar a gamificação da maneira certa.

Em um estudo da The Elearning Guide, 79% das pessoas afirmam que seriam mais produtivas se aprendessem através de jogos. Para os tempos de quarentena, a gamificação corporativa digital é uma solução que está sendo muito mais procurada do que o mesmo período de 2019 e de 2018, mensura Seacero dentro do balanço da i9Ação.

“Há 18 anos trabalhamos com jogos corporativos para aprendizagem e há 7 anos estamos aplicando a metodologia dos tabuleiros gigantes em plataformas gamificadas para celulares e computadores. Isso foi extremamente relevante para conseguirmos dar o respaldo para nossos clientes nesse momento de isolamento social e Home Office”, descreve.

Segundo ele, o poder de engajamento, comunicação, simulação e escalada da informação e aprendizagem estão falando mais alto nas demandas das médias e grandes empresas. Tudo isso tem sido inserido nas soluções para tornar o conteúdo mais lúdico e, também mais eficiente, no momento que estamos passando. “Até então, a palavra final que descrevia o resultado dos treinamentos gamificados, por parte das empresas e dos colaboradores, era encantamento, mas isso mudou para ambos, e agora é esperança”, traduz.

Nos dias de hoje, precisa ser digitalizada a metodologia que acelera a aprendizagem e possibilita que o participante aprenda e lembre por mais tempo. Além disso, dados sempre atraem empresas de todos os setores e, no caso da gamificação não é diferente. Ensinar e qualificar com qualidade por meio dos games ganham o recurso de poder de fato medir os resultados de forma detalhada.

Todos os objetivos de projetos gamificados são bastante palpáveis, no entanto, alcançar esse patamar não é simples. A gamificação se baseia em alta tecnologia, design, game design, conhecimento de mercado e de recursos humanos, pensamento sistêmico e storytelling. Ao reunir as competências no time, saber utilizar essa caixa de ferramentas é o grande desafio.

Para exemplificar, segundo contou Adam Kleinberg em artigo no iMedia Connections, a Zappo, cujo marketing é famoso pela sua eficiência e modernidade, teve que lidar com um programa de gamificação falho. O porquê? Uma falha no sistema de recompensas não o tornou transparente suficiente para incentivar os jogadores.

Detalhes importam bastante e podem significar o sucesso do projeto. E então, como concretizar essa estratégia e acertar na gamificação? Para ajudar nessa resposta, Fernando Seacero compartilha um pouco da expertise da i9Ação em 4 dicas.

 

 

4 Pontos de atenção ao planejarem sua gamificação

1 – Mecânica e design 

Isto parece simples, mas muitos dos sistemas que as empresas implementam não têm um design que foi criado para a empresa e utilizam-se de estruturas padronizadas para todos os seus projetos. Sem uma co-construção e aprovação conjunta com seus líderes e influenciadores, aplicar uma plataforma pre-estruturada pode não atingir seus resultados.

 

2 – Recompensas não bem planejadas

Toda a motivação para participar num programa de gamificação deve ser recompensada. No entanto, se os prémios oferecidos aos utilizadores não forem bem planejados, a motivação não vai durar. Uma empresa que cometeu este erro foi a Zappos, o que é surpreendente tendo em conta a sua forte história de marketing. Zappos deu aos utilizadores a oportunidade de ganhar emblemas, pontos e subir os níveis com Avatares. Os utilizadores rapidamente se tornaram cautelosos com o programa, e a maioria deles acabaram desistindo.

 

3 – Falta de mecânica e de estrutura clara

Demasiadas vezes, as empresas criam sistemas gamificados que carecem de um forte sentido de estrutura de jogo e design de regras. Por mais simples que isto pareça, continua a ser uma das falhas mais comuns entre os programas de gamificação. Uma empresa que tornou o seu jogo muito confuso é o Klout, A pontuação de Klout é considerada uma medida da sua influência nas redes sociais, mas a empresa não oferece aos utilizadores uma explicação sobre como aumentar as suas pontuações.

 

4 – O jogo em si é ruim quando trilhas e jornadas têm pouca aderência

No final, o  jogo deve ser divertido ou nada mais importa. Criar um game que seja agradável e interativo é mais fácil de falar do que fazer. A incapacidade de conseguir deixar o projeto engajador e impactante é um dos problemas mais comuns que os desenvolvedores enfrentam. Uma forma de garantir o seu game é conduzir um grupo de co-criação composto por pessoas na sua demografia direcionada. Esta é uma forma muito mais econômica e sensata de testar um produto e uma ideia antes de simplesmente o lançar ao público.

 

Referências:

  1. Marczewski, Andrzej. 19 August, 2013. “Why Does Gamification Fail? A Few Reasons…” <http://www.gamasutra.com/blogs/AndrzejMarczewski/20130819/198562/Why_does_Gamification_Fail_A_few_reasons.php
  2. Kleinberg, Adam. 23 July, 2012. “Brands That Failed With Gamification.” <http://www.imediaconnection.com/content/32281.asp
  3. 21 February, 2012. “Dear Klout…You’re Confusing Me” <http://www.socialswitchboard.net/2012/02/21/klouts-confusing

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