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Quem disse que para o aprendizado ser produtivo a metodologia tem que ser tradicional? Pelo contrário, tendências recentes provam que usar técnicas interativas e de entretenimento para difundir conhecimento pode trazer resultados positivos no processo de aprendizagem. São estratégias que usam recursos divertidos para garantir a atenção e a participação das pessoas de forma que a absorção do conteúdo seja (impulsionada para níveis estratosféricos) muito maior.

Por exemplo: já pensou em usar um jogo para treinar e desenvolver as competências dos seus colaboradores? Muitas empresas já aplicam a técnica com sucesso no Brasil e no mundo. São games adaptados ou criados para atingir objetivos específicos de cada negócio, mas que têm em comum garantir que os participantes aprendam determinados conteúdos.

Confira algumas dicas para dar aquele upgrade no treinamento dos seus colaboradores:



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Um dos diferenciais de uma empresa é o seu ambiente de trabalho. Quanto mais agradável e aberto a ideias criativas, melhor. Para conseguir este tipo de ambiente, é importante incentivar um comportamento cooperativo. O resultado são colaboradores mais felizes e que produzem mais.

Conheça 7 motivos para incentivar a cooperação na empresa:




geração yHá alguns anos, a geração Y começou a entrar no mercado de trabalho e mudou o perfil do quadro de colaboradores das empresas. Esta é a geração nascida entre os anos 1980 e 2000. São pessoas que priorizam o bem-estar e a liberdade criativa no ambiente de trabalho, que não têm medo de mudar de emprego e que buscam desafios constantes. Para esta geração, a forma de absorver conhecimento é diferente, por isso, devem ser utilizadas metodologias distintas que garantam um aprendizado produtivo.



EngajamentoÉ possível tornar atividades de integração mais atrativas e divertidas para os seus colaboradores. Para isso, vale a pena saber mais sobre uma metodologia já usada há algum tempo, mas que ganhou novos recursos nos últimos anos: a gamificação.

A ideia central deste sistema é utilizar a linguagem e os efeitos visuais dos games dentro do contexto corporativo. Um exemplo para ilustrar o processo: construir um jogo de tabuleiro em que o jogador precisa responder temas relacionados ao negócio da empresa.

Confira três motivos que explicam o porquê de cada vez mais empresas investirem nesse recurso:

  • Estimula a cooperação e sinergia em equipes;
  • Colaboradores mais participativos no processo de aprendizagem.

Processos de integração

Para ter colaboradores engajados, é preciso que eles conheçam bem o negócio e o produto da empresa, certo? Este deve ser um dos principais objetivos da integração: a apresentação da marca.

Quando alguém entra na empresa, demora um tempo para se habituar ao novo trabalho e às normas. Para acelerar este processo, a integração realizada nos primeiros dias deve ser eficiente e produtiva. Para isso, é fundamental investir em recursos que tornem a atividade atrativa para os colaboradores.

Apresentações mais interessantes 

integraçãoExistem muitas maneiras de fazer a apresentação da marca, utilizando recursos de áudio, vídeo e interatividade, por exemplo. Todos estes elementos são válidos para garantir que os participantes absorvam o conhecimento transmitido e memorizem o máximo do conteúdo.

Uma apresentação de Power Point pode ser útil para resumir todas as informações necessárias, mas utilizar apenas este recurso faz com que a atividade seja entediante e com pouca participação do público. O processo acaba sendo pouco produtivo.

Para garantir que a integração seja uma ação eficiente, a melhor estratégia é reunir diferentes recursos e incentivar a interatividade dos colaboradores. Então, vamos aos games?

Um game incrível

Jogos promovem a participação ativa dos colaboradores, lançam desafios e são considerados uma forma de entretenimento. É um recurso que chama a atenção dos colaboradores mais novos e dos mais velhos, porque incentiva uma característica natural em todo ser humano: a competitividade. Transforme a atividade em um game divertido e instrutivo! Confira algumas dicas para fazer isso:

Comece determinando o objetivo do treinamento

Antes de tudo, é importante saber qual é o motivo da atividade, para depois estabelecer qual é o melhor caminho para alcançar o objetivo principal. Existem diferentes modalidades de jogos que podem ser aplicados, de acordo com a necessidade de cada empresa.

Trace o perfil dos seus colaboradores

Os games podem ser de tabuleiro, jogos de cartas ou aplicativos para celular. E esses são só alguns exemplos. Para garantir o máximo de eficiência no processo, avalie o perfil do seu quadro de colaboradores e descubra qual método funciona melhor.

Defina as regras do jogo

O desafio lançado é um dos principais atrativos dos jogos. Para que o processo seja produtivo, utilize regras claras e objetivos bem definidos. Assim, o jogador estará bem orientado sobre como chegar ao fim.

Integração de novos colaboradoresCrie games específicos

Os jogos corporativos são feitos para atender diferentes objetivos e diferentes empresas. Crie uma experiência única para o seu colaborador durante o processo de integração. Pode ser a simulação de uma situação cotidiana da empresa em ambiente virtual, um jogo de dados que treine competências ou um jogo de tabuleiros com perguntas relacionadas a empresa.

E você, o que acha da gamificação? Compartilhe sua opinião com a gente!

 

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Desenvolvimento de competêciasO desenvolvimento de competências entre os colaboradores de uma empresa traz resultados positivos tanto para o negócio quanto para o profissional. São processos que trabalham habilidades variadas: liderança, feedback, comunicação, cooperação, proatividade e outras características indispensáveis para quem busca crescer.

Ao ter profissionais completos e melhor capacitados, a empresa ganha em produtividade e em qualidade dos produtos e serviços comercializados. Por isso, é fundamental investir em ideias e sugestões que tornem os treinamentos dos colaboradores mais eficientes e atrativos.

Quanto mais criativo e colaborativo for o processo, melhor é a aprendizagem. Confira algumas dicas para aprimorar o treinamento de competências dos seus colaboradores:

Analise o perfil dos colaboradores

Antes de tudo, é preciso avaliar como são os colaboradores da empresa. Depois, devem ser definidas estratégias que combinem com o perfil de aprendizagem deles. Existem maneiras de tornar as diferentes formas de apresentação de conteúdo mais interessantes. Verifique qual é o melhor método de aprendizado para os seus colaboradores e utilize diferentes recursos (som, imagem e texto) para aprimorar o processo.

Dinâmica da EstrelaCrie sistemas de pontuação e recompensa

Aproveite o treinamento para tirar o colaborador da zona de conforto. É um excelente momento para criar desafios e analisar como cada um se comporta para chegar ao objetivo em questão. O uso de recompensas incentiva ainda mais o engajamento dos participantes. Essa é uma maneira criativa de obter o máximo de atenção do colaborador durante a capacitação de competências.

Promova atividades que simulam situações reais

Demonstrar de que maneira o conhecimento passado durante o treinamento tem valor nas situações cotidianas de trabalho é fundamental para que o colaborador perceba a importância da capacitação. Para isso, utilize metodologias que coloquem os participantes de frente com situações reais, para que eles possam praticar o conhecimento adquirido. Esta também é uma estratégia que aumenta a participação do colaborador durante o processo.

Utilize estratégias divertidas

Existem recursos que ajudam a deixar a capacitação mais interessante para os colaboradores. São elementos visuais, efeitos de som e outras técnicas que proporcionam entretenimento durante o aprendizado e são muito bem-vindas. Para que a capacitação seja uma atividade criativa é preciso sair da metodologia tradicional e investir em estratégias dinâmicas, atrativas e interativas.

Use metodologias que motivem a participação

Case-Mafre-6Aposte em estratégias que convidem o colaborador a interagir com o processo de conhecimento. Quando há a participação ativa, a quantidade de informação absorvida é muito maior. A atividade fica muito mais interessante, produtiva e dinâmica dessa forma.

Invista na gamificação

Esta é uma estratégia que utiliza recursos baseados em games para atividades de engajamento e para incentivar a colaboração dentro do ambiente corporativo. A gamificação usa jogos para atender diferentes objetivos dentro de uma determinada empresa. É uma metodologia que estimula a participação ativa do colaborador, propondo desafios que têm como propósito instruir e treiná-los. Dessa maneira, o colaborador aprende brincando, em um processo criativo, ágil e atrativo.

E você, o que acha das formas dinâmicas e colaborativas para desenvolver competências? Conte para a gente nos comentários!

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gamificação e engajamentoVocê conhece o significado de gamificação? Se sim, provavelmente sabe que esta é uma tendência que conquista cada vez mais empresas porque promove o aumento do engajamento dos colaboradores e dos clientes. Se ainda não sabe o que é, conheça o significado desta estratégia inovadora.

Gamificação (ou gamification) é uma metodologia que utiliza recursos de jogos para promover o engajamento no ambiente corporativo. A estratégia não é necessariamente um jogo de videogame, mas se baseia em seus elementos como pontuação, recompensa, feedback e evolução. Alguns dos objetivos são incentivar a participação e a cooperação de funcionários.

A tendência veio para ficar: até 2018, o mercado de gamificação deve movimentar U$$ 5,5 bilhões pelo mundo. Leia os próximos tópicos para entender o porquê desta estratégia ser um sucesso nos processos de treinamento e desenvolvimento das empresas!



gamificaçãoCada vez mais imprescindíveis, áreas de RH são foco de grande expectativa por parte das organizações. CONARH 2014 mostra que é preciso fazer a diferença e inovar

Games e profissional do futuro

No âmbito da capacitação e desenvolvimento, o Congresso discute também o papel dos games nas empresas. Junto com Sunami Chun, sócio-diretor da Aennova, Fernando Seacero, sócio-fundador da i9ação, aborda o tema falando sobre o impacto que os games têm no comportamento humano, trazendo maior engajamento e interesse ao gerar inteligência em redes nas organizações. O foco da palestra será trazer os principais aspectos e características que fazem os games engajarem as pessoas em todo o mundo. Ele explica como a gamificação pode ser aplicada nas organizações a partir do redesign de escolas corporativas, arquiteturas de treinamento e de desenvolvimento e processos de remuneração. “Tenho visto diversos cases em que a gamificação proporcionou benefícios e resultados para a organização e para as pessoas”, comenta.

A i9Ação tem atuado em projetos de games como instrumento de desenvolvimento humano há 13 anos no mercado da América do Sul, e com essa experiência, Seacero conta que, inicialmente, os games eram vistos como algo disruptivo nas estratégias de desenvolvimento, mas as empresas que começaram a experimentá-los como ferramenta de desenvolvimento perceberam o diferencial da solução para gerar memória de longo prazo e aceleração de aprendizagem. “Os games são ferramentas que estimulam todas as partes do sistema nervoso central, o neocórtex (foco racional), o cérebro límbico (recursos emocionais) e o cérebro reptiliano (recursos motores). Dessa forma possibilitam que as pessoas lembrem e consigam aplicar o que aprenderam em seu dia a dia”, explica ele.

Comparado com as metodologias tradicionais, Seacero diz que a absorção de conteúdos que um game proporciona em um processo de aprendizagem é três vezes maior que as metodologias tradicionais de treinamento corporativo. Nesse sentido, ele considera que os games são grandes ferramentas para o desfio que as organizações enfrentam: de necessidade, de velocidade, de aprendizagem, bem como de maior engajamento e inovação de seus funcionários.

“Vejo que as empresas estão cada vez mais utilizando os games e a gamificação para seus processos de desenvolvimento humano. Segundo o Gartiner Group, até 2015, 50% dos processos de inovação serão gamificados e 70% das 2.000 maiores corporações do mundo usarão ao menos uma aplicação de jogos em seu negócio. O desafio de implementação, no meu ponto de vista, é ainda o investimento inicial em novas tecnologias nas organizações. Esse é um processo que, ao meu ver, tem um ‘ponto de mutação’ quando um grande número de empresas começa a utilizar determinada tecnologia e todas passam a buscar essa solução. Mas as barreiras são cada vez menores”, afirma.

Mas para desenvolver a melhor capacitação, é preciso antes entender os desafios e o que se espera do novo profissional. Falando sobre esse perfil que contempla liderança, autonomia e responsabilidade, João Cordeiro, sócio-fundador da consultoria que leva o seu nome, diz que há necessidade de esse novo perfil profissional incorporar a accountability, virtude indispensável para um líder que tem pela frente o grande desafio de contribuir com a performance de sua organização. Accountability é uma palavra que não tem tradução exata para a língua portuguesa, mas que significa pegar para si a responsabilidade e gerar respostas com resultados. “Accountability não é uma virtude importante apenas para os líderes, mas também para todo cidadão que vive em um país como o nosso, em um ano eleitoral, que exigirá das pessoas uma noção de responsabilidade mais ampla que a que costumamos ter”, explica.

Para Cordeiro, empresas que desejam crescer, expandir-se ou que enfrentam um mercado muito competitivo estão preocupadas em elevar a sua performance, e para isso procuram profissionais específicos que já passaram por companhias reconhecidas por ter uma cultura de alta performance.

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GamificaçãoPor Ricardo Rodrigues – Revista Melhor – Gestão de Pessoas

Empresas de diferentes setores evidenciam que os games são cada vez benvindos e eficazes para treinar, imprimir a cultura organizacional e motivar a equipe

Engajar os funcionários diariamente para tornar uma empresa a gigante do setor não é mais um sonho distante. Os profissionais de RH percebem que isso e possível graças ao uso dos games no ambiente corporativo, que permite o aprendizado com situações reais, custos menores e ainda transformar o verbo “trabalhar” mais prazeroso ao colaborador. Essas foram algumas das constatações apresentadas no painel Os games na empresa – Um novo olhar para Capacitação e desenvolvimento, durante o primeiro dia do CONARH 2014.

Segundo o sócio-fundador da i9Acao, Fernando Seacero, o fenômeno da ‘gameficação’ tem transformado o processo de negócios em uma tarefa menos árida, e traz a diversão ao ambiente de trabalho – e com resultados. “Hoje, 20% dos adultos ao redor do mundo gastam mais de 20 horas semanais com games. Portanto, nada melhor do que engajarmos pessoas a solucionar problemas e criar produtos por meio dos jogos”, ressalta ele. Seacero destaca alguns pontos positivos dos games corporativos, tais como o trabalho em equipe, possibilitar feedbacks mais rápidos dos líderes e estimular o uso da memória de longo prazo, já que o profissional aplica, rapidamente, na prática o que acabou de aprender.

games para engajarA eficácia da utilização dos jogos no ambiente empresarial já tem alguns números interessantes mundo afora, conforme lembra o sócio-diretor da Aennova, Sunami Chum. Durante o painel, ele relatou o caso de um laboratório que, com o uso de um game de colaboração mundial, solucionou em duas semanas a pesquisa de uma nova molécula, que o laboratório sozinho demoraria cinco anos para concluir. A indústria de games corporativos se mostra uma mina de ouro, que faturou mundialmente US$ 412 milhões, em 2012, e com estimativas de lucrar US$ 5,5 bilhões, em 2018.

Mas nem é preciso ir tão longe para perceber que os games são sim benvindos na cultura corporativa, seja qual for a área em questão. A gestora de RH da Rede D’Or São Luiz, Daniela Lombardi, foi buscar nos jogos a forma mais dinâmica de integrar os colaboradores e transmitir a eles os valores da maior rede de hospitais privados do Brasil. “O segredo foi trazer ao jogo a parceria que deve existir entre todas as áreas no dia a dia da empresa, desde a limpeza ate à alta gestão”, recorda Daniela. O jogo, implantado pela rede em 2012, tem como nome Acolher é o nosso negócio, e já foi vivenciado por quase 20 mil colaboradores que ingressaram na empresa nesses dois anos. E tudo isso sempre mantendo funcionários motivados, um turnover baixo e a satisfação de seus clientes.

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