GamificaçãoPor Ricardo Rodrigues – Revista Melhor – Gestão de Pessoas

Empresas de diferentes setores evidenciam que os games são cada vez benvindos e eficazes para treinar, imprimir a cultura organizacional e motivar a equipe

Engajar os funcionários diariamente para tornar uma empresa a gigante do setor não é mais um sonho distante. Os profissionais de RH percebem que isso e possível graças ao uso dos games no ambiente corporativo, que permite o aprendizado com situações reais, custos menores e ainda transformar o verbo “trabalhar” mais prazeroso ao colaborador. Essas foram algumas das constatações apresentadas no painel Os games na empresa – Um novo olhar para Capacitação e desenvolvimento, durante o primeiro dia do CONARH 2014.

Segundo o sócio-fundador da i9Acao, Fernando Seacero, o fenômeno da ‘gameficação’ tem transformado o processo de negócios em uma tarefa menos árida, e traz a diversão ao ambiente de trabalho – e com resultados. “Hoje, 20% dos adultos ao redor do mundo gastam mais de 20 horas semanais com games. Portanto, nada melhor do que engajarmos pessoas a solucionar problemas e criar produtos por meio dos jogos”, ressalta ele. Seacero destaca alguns pontos positivos dos games corporativos, tais como o trabalho em equipe, possibilitar feedbacks mais rápidos dos líderes e estimular o uso da memória de longo prazo, já que o profissional aplica, rapidamente, na prática o que acabou de aprender.

games para engajarA eficácia da utilização dos jogos no ambiente empresarial já tem alguns números interessantes mundo afora, conforme lembra o sócio-diretor da Aennova, Sunami Chum. Durante o painel, ele relatou o caso de um laboratório que, com o uso de um game de colaboração mundial, solucionou em duas semanas a pesquisa de uma nova molécula, que o laboratório sozinho demoraria cinco anos para concluir. A indústria de games corporativos se mostra uma mina de ouro, que faturou mundialmente US$ 412 milhões, em 2012, e com estimativas de lucrar US$ 5,5 bilhões, em 2018.

Mas nem é preciso ir tão longe para perceber que os games são sim benvindos na cultura corporativa, seja qual for a área em questão. A gestora de RH da Rede D’Or São Luiz, Daniela Lombardi, foi buscar nos jogos a forma mais dinâmica de integrar os colaboradores e transmitir a eles os valores da maior rede de hospitais privados do Brasil. “O segredo foi trazer ao jogo a parceria que deve existir entre todas as áreas no dia a dia da empresa, desde a limpeza ate à alta gestão”, recorda Daniela. O jogo, implantado pela rede em 2012, tem como nome Acolher é o nosso negócio, e já foi vivenciado por quase 20 mil colaboradores que ingressaram na empresa nesses dois anos. E tudo isso sempre mantendo funcionários motivados, um turnover baixo e a satisfação de seus clientes.

Líder Play 2

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