GamesEspecialistas abordam como os games podem ser usados no desenvolvimento de profissionais e apontam os benefícios da metodologia

Engajar o colaborador na cultura da empresa e fornecer informações mais importantes sobre a companhia são meios de integrar o profissional, fazendo-o se sentir parte da equipe. Através dos jogos de integração, essas ações se tornam ainda mais possíveis – inclusive, essa é uma modalidade de gamificação bastante aplicada, atualmente.

Se você já leu a Parte 1 da entrevista sobre gamificação nas organizações, continue a leitura logo abaixo: disponibilizamos a transcrição completa da Parte 2! Você também pode conferir o vídeo no Canal André Tadeu, da Central Paulista de Produções e Cursos Livres – empresa de treinamento em formato de teatro, training shows, treinamentos vivenciais –, em conversa com Fernando Seacero e Felipe Villa, sócios-diretores da i9Ação.

Confira, abaixo, a Parte 2 da entrevista:

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André Tadeu: Quais as condições para a aplicação de games em uma organização?

Felipe Villa: Para começar, é muito importante pensar em algo que nós chamamos de objetivo pedagógico, que é o objetivo de aprendizagem.

Felipe VilaSe o jogo é uma ferramenta que vai causar uma mudança, é preciso pensar qual mudança se espera e como essa mudança é declarada com clareza para todos que estejam no projeto.

A gente sempre traça alguns contornos no início da criação de um game, que são, basicamente, a duração do jogo, o número de participantes, qual o perfil da pessoa que vai aplicar (se é o gestor ou alguém de RH), qual o espaço onde ele vai ser aplicado… Isso determina muito qual o tipo de jogo que a gente pode propor.

A.T.: Vocês podem falar sobre casos de sucessos na aplicação de games dentro das organizações?

F.V.: Nós temos um projeto bem recente que é um game de segurança do trabalho para os laminadores de uma empresa cliente da i9Ação. Além de ser uma área muito perigosa, é um campo que investe muito em treinamento e ações de engajamento – e o jogo leva isso para outro nível. Esse é um game de tabuleiro que simula todas as operações do laminador, e que, provavelmente, deve ir para os Estados Unidos e para outros laminadores do mundo.

Nós chamamos dois representantes de laminadores do cliente aqui no Brasil, que vieram para uma formação inicial na i9ação. Em seguida, eles levaram o seu kit de jogo para rodar em todas as filiais do Brasil.

Fernando Seacero: Outro exemplo de escalabilidade, é um jogo de integração para uma empresa farmacêutica, cliente nossa.

Fernando SeaceroEles precisavam que as pessoas entendessem a empresa como um todo: o site, o sistema produtivo… enfim, onde tudo acontece. Então, nós criamos um simulador digital.

Esse jogo acontece em um ambiente chamado Green Valle, em que a pessoa pode aprender sobre RH, remuneração, benefícios e o processo produtivo de toda a cadeia da organização, de uma forma divertida e interativa, pois ela entra no game como um personagem.

Dentro do game digital, você consegue ter acesso não somente a pontuação que a pessoa atingiu, mas também ao tipo de decisão que ela tomou e quanto tempo levou para tomar a decisão. O game digital permite criar outros relatórios de análises, de como as pessoas estão se comportando e reagindo com esse conteúdo.

A.T.: Qual a diferença entre o e-learning e o game?

F.V.: Tem alguns e-learnings que usam recursos de games, como avatares, mas que não são games. Só é um game se existe uma tomada de decisão que gera uma aprendizagem, que esteja diretamente ligada a um resultado positivo de jogo.

A.T: O que são as oficinas de criação de games, e que é o Game Jam?

F.V.: É um processo de cocriação, com um processo muito bem definido, onde a gente ajuda alguém a sair de uma ideia de um jogo, para um jogo aplicável, funcional e que seja replicável. Nós condicionamos tudo isso em uma experiência que a gente chamou de Game Jam, que é uma atividade de cocriação de jogos que pode ser feita com muitas pessoas.

Nesse evento, os jogos não saem prontos, mas saem em forma do que chamamos de sementes de games, que tem todo o DNA e o potencial, para que tanto nós quanto o cliente possamos desenvolver o jogo.

Esse Workshop tem cerca de quatro horas de duração, onde as pessoas saem com desenhos de jogos que funcionam.

A.T.: Fale um pouco sobre consultorias para a criação de games nas empresas!

F.S.: Cada vez mais as pessoas estão pedindo para que a i9ação capacite as pessoas em gamificação, então nós estamos começando a experimentar modelos de capacitação.

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