A Folha maio 2015_2 (3)capa do Caderno de Carreiras da Folha de São Paulo destacou os jogos para treinar líderes. A tendência de gamificação já é percebida pelos executivos, pelo RH e ganha a atenção da mídia. O sócio-fundador da i9Ação, Fernando Seacero, apresentou na matéria o jogo de tabuleiro Madru. Leia na íntegra:


os jogos simuladores permitem que os profissionais enfrentem situações de risco reais que pode ocorrer a qualquer momento de sua rotina de trabalhoSão inúmeros os benefícios dessa atividade. Por exemplo, os jogos simuladores permitem que os profissionais enfrentem situações de risco reais que pode ocorrer a qualquer momento de sua rotina de trabalho, tomando decisões que refletirão no sucesso ou fracasso de uma empresa sem colocar em risco as finanças da organização. Os jogos simuladores colocam os jogadores diante de situações reais para aplicação de conhecimentos previamente adquiridos, mas sem oferecer riscos financeiros e operacionais à empresa.

É possível realizar simulações de mercado, que incluem jogos de operações financeiras, contemplando o aprendizado prático de tomada de decisão. E também os jogos de processo, nos quais os participantes são expostos a situações de impasses operacionais e burocráticos que devem ser solucionados da melhor forma possível para a equipe e empresa.


Os jogOs jogos simuladores formam a nova tendência quando o assunto é treinamento de desenvolvimento.os simuladores formam a nova tendência quando o assunto é treinamento e desenvolvimento. O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e cobra a atualização constante dos profissionais que têm uma nova opção para se aprimorar e se destacar no mercado de trabalho, assim como os gestores de recursos humanos, que encontraram nos jogos um novo aliado para aumentar a produtividade dos colaboradores.

E engana-se quem pensa que jogos são coisas de criança. Jogos de simulação, fazem parte de uma atividade interativa de aprendizado que está ganhando espaço no meio de treinamento e desenvolvimento. Trata-se da gamification, uma estratégia de interação entre pessoas e empresas que geram estímulos de forma lúdica, por meio dos jogos.

Como funciona?


Processos seletivos podem ser interativos e utilizar técnicas de gamificação  para torna-los mais eficientesProcessos seletivos podem ser interativos e utilizar técnicas para torná-los mais eficientes. 

Nem sempre é possível (re)conhecer as pessoas em uma seleção de talentos tradicional, principalmente quando a posição a ser ocupada depende mais de valores e atitudes do que de conhecimentos técnicos. Nesse caso, fazer a imersão de candidatos em um cenário gamificado, simular situações para vivenciarem conhecimentos e comportamentos, são parte de uma solução para encontrar o perfil ideal: e real!

Desenvolver um processo de seleção bem elaborado, que integre informações técnicas e desafios emocionais, intelectuais, entre tantas outras possibilidades vai extinguir perguntas do tipo: “qual animal você seria”, e mandar para longe respostas aconselhadas pelo Google como a da formiga que gosta de trabalhar.


gamificação em call center

Como gamificar de forma simples?

A rotina de um Call Center não é fácil: o ambiente é caracterizado por alta pressão, prazos curtos e exigência de alta performances, além de  apresentar um dos maiores turnovers do setor de serviços. Por isso é importante se aperfeiçoar e se adaptar às mudanças no segmento. 

Dados do último levantamento do portal CallCenter.Inf mostram que o faturamento do setor em 2013 chegou a R$ 10 bilhões de reais, o que é impressionante. Mas o mais impressionante é que os valores poderiam ser maiores se as empresas adotassem métodos mais efetivos de treinamento e engajamento, uma vez que o setor sofre cada vez mais com a desmotivação dos colaboradores e com o altíssimo índice de turnover.


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O reconhecimento constante dá ao funcionário o entusiasmo diário que ele precisa, mas não é qualquer feedback que cumpre esse papel e é preciso ter sensibilidade na hora de aplicá-lo

Há muito a imagem do chefe não é mais aquele que só aparece na hora em que as cartas do castelo estão caindo, para dar bronca geral e exigir resultados. Além desse perfil ser improdutivo, o clima gerado no ambiente corporativo é péssimo, minando potenciais e criando uma aura de produtividade reativa, ao invés de criativa. As pessoas, de medo de errar, acabam se fechando em bolhas que as impedem de ter pensamento fora da caixa.


gamificação e gestão de processos

Todas as empresas falam sobre a importância de cultivar e implementar inovações para encantar clientes e ganhar mercado, mas pouco se fala sobre a importância de implementar processos de forma inovadora. Ao implementar um novo processo, percebe-se que muitos fatores importantes se repetem ou se perdem no caminho, gerando desafios que também exigem inovação.

Vamos repassar alguns desafios e olhar para eles sob o ponto de vista do engajamento das pessoas, pensando um pouquinho fora da caixa:


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Treinar pessoas com a gamificação pode fazer da hora de aprendizado um momento de conquista pessoal, promovendo, de forma lúdica, a sensação de conquista e avanços notáveis.

O efeito da aplicação da gamificação é notório. Os olhares caídos de tédio das pessoas em uma sala de treinamento tradicional se transformam em olhos atentos e vivos em uma conquista obtida num treinamento interativo em forma de game. Também é possível, com os recursos diversos, estabelecer melhor caminho de absorção de conhecimento, já que o estímulo mental é muito maior.


Cat on NotebookAprendizado constante e liderança inspiradora são fatores de engajamento poderosos no ambiente corporativo. É isso que diz o Instituto Gallup, afinal, funcionários precisam perceber que estão aprendendo ou se desenvolvendo. Eles devem se inspirar em grandes líderes e, ao mesmo tempo, ter liberdade comunicativa para se sentirem motivados em seus empregos.

As empresas que precisam reter talentos devem prestar atenção nesses fatores, principalmente em tempos de competitividade acirrada no cenário mundial: além do Instituto Gallup, outros grandes grupos de pesquisa  internacionais, como Towers Watson e Aon, indicam que entre 50% e 85% dos funcionários das empresas em todo o mundo apresentam baixo grau de satisfação com o trabalho, ou que muitas vezes não se traduz apenas em falta de engajamento mas em “desengajamento ativo”, ou seja, funcionários “jogando contra” a própria empresa.