De: Sergio Eduardo Oliveira Reis

A história é muito antiga, mas não menos curiosa. Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos.
Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:
1) Pegam uma cumbuca de boca estreita e colocam dentro dela uma banana.
2) Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore freqüentada por macacos, afastam-se e esperam.
3) Após isso, um macaco curioso desce, olha dentro da cumbuca e vê a banana.
4) Enfia sua mão, apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.
Surge um dilema: se largar a banana, sua mão sai e ele pode ir embora livremente. Caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranqüilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento.
Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
Fácil demais… O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão… parece ser uma insanidade largá-la.
Essa história é engraçada, porque muitas vezes fazemos exatamente como os macacos. Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer, mesmo sabendo que pode estar cultivando um enfarto? Ou alguém que trabalha e não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro?
Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana – que, apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto à panela.
|
||
|
||
|
Por Ana Paula Nogueira e Renan De Simone
Fernando Seacero, psicólogo com especialização em Recursos Humanos, é sócio-diretor da I9ação Organizacional Treinamento e Desenvolvimento. Palestrante confirmado do III Encontro de RH do Sincodiv-SP: Atrair, Valorizar e Reter!, que será realizado no dia 30 de agosto de 2011, na capital paulista, ele apresentará o tema liderança através de uma metodologia diferenciada.
Liderança sempre em foco
A liderança é um assunto recorrente no meio empresarial há cerca de 15 anos. Isso porque o líder tem função fundamental para a obtenção de resultados dentro de uma organização. Mais que isso: ele é a única pessoa que consegue fazer a equipe ir além, superando metas.
“O brilho no olho do funcionário e a vontade de ser parceiro do projeto só acontecem quando ele trabalha dentro de uma equipe com um líder que consegue manter o ambiente harmonioso o suficiente para o desempenho desse papel”, ressalta Seacero.
Da mesma maneira como os clientes querem ser tratados de maneira única, os funcionários também o querem. Seacero denomina “liderança vital” a capacidade do líder de trabalhar com a diversidade dentro da sua equipe em prol do negócio.
O líder de hoje é harmonioso e deve saber moldar as ferramentas de que dispõem às necessidades do momento. “A essência disso é agir equilibrando a sensibilidade à lógica, a razão e a emoção”, completa.
Diferenciação
“O antídoto da equalização da qualidade dos produtos é a potencialização da individualidade de cada um dentro da equipe”. Seacero brinca ao citar essa fórmula matemática, que assusta, mas pode ser traduzida de maneira simples.
Atualmente, os serviços e produtos disponíveis no mercado são muito parecidos. “Isso aparece especialmente no setor das concessionárias de veículos”, afirma. É difícil diferenciar-se do concorrente, pois não há como deter uma tecnologia por muito tempo ou levar os preços para níveis abaixo do mercado, por exemplo.
Nesse caso, quem faz a diferença são as pessoas. “O que vai fazer a diferença é a capacidade das equipes de se engajararem para criar um relacionamento, uma ponte de contato com o cliente, de forma natural”, diz o especialista.
Em uma equipe bem estruturada, cada profissional deve estar satisfeito e motivado. Mas, se as pessoas não são iguais, seus objetivos e necessidades são os mesmos? Não. E o segredo é evitar a massificação, tratando cada funcionário de maneira diferente, respeitando a individualidade.
“Mão na massa” e aprendizagem vivencial
Seacero até prefere evitar a palavra palestra. No III Encontro de RH do Sincodiv-SP, ele pretende desenvolver uma oficina, levantando questões e abrindo espaço para diálogo.
O trabalho de Seacero apresenta um diferencial. Durante a pós-graduação em Neuroaprendizagem Aplicada, ele teve contato com Frederico Navarro, quem considera seu mentor. O consultor, então, trouxe a metodologia psicopatológica para a área de Recursos Humanos.
Para ser assimilada e transformada em conhecimento, a informação precisa chegar ao cérebro na ordem correta. “Com a aprendizagem formal, 15% das pessoas se recordam do conteúdo após um mês. Já com o formato de aprendizagem vivencial, a estatística passa para 70%”, explica Seacero.
Por isso, as vivências desenvolvidas por ele começam com uma atividade lúdica. Depois vem uma etapa em que os próprios participantes levantam questionamentos, assimilando a atividade aos problemas do dia a dia. Apenas no encerramento o consultor disponibiliza informações teóricas, que embasam o projeto realizado.
Serviço
III Encontro de RH do Sincodiv-SP
Data: 30 de agosto de 2011
Horário: Das 9h00 às 18h00
Local: Hotel Sofitel – Salas L’orangerieI e II/ Av. Senna Madureira, 1355 (Bloco1), Ibirapuera, São Paulo
Inscrições esgotadas
Para mais informações, acesse: http://www.sincodiv.org.br/encontrorh/